CAMPEÃO NACIONAL de Arlequim Português

Espaço dedicado ao Canário Arlequim Português, desde as nossas Criações, ás Exposições e ao Futuro desta jovem Raça.

Telemóvel: 968 094 048 / e-mail: goncaloferreira.canarios@gmail.com

março 23, 2010

58º Campeonato Mundial Ornitologia 2010 - Matosinhos, Portugal


Decorreu em Matosinhos, na EXPONOR o 58º Campeonato Mundial de Ornitologia 2010.

Foram mais de 19.000 aves em exposição, distribuídas num espaço de onde a deslocação se fez de forma simples e fácil. Os visitantes foram recebidos em tapete vermelho, condizente com a qualidade do Campeonato, que só pecou por não ter preenchido todo o espaço da Exposição.

Junto dos limites do Pavilhão, estiveram presentes diversas marcas ligadas à Ornitologia Nacional e Mundial. A oferta em soluções de alimentação e materiais foi de elevada qualidade, para todos os gostos e desejos.

Foi de dia para dia, de corredor em corredor, de espécie em espécie, de raça em raça, de colega em colega, de amigo em amigo, que se construí o ambiente que preencheu este Campeonato Mundial 2010 e engrandeceu ainda mais este Evento.

Partilhamos algumas imagens do Evento.


Alguns amigos, o José Barra, o Fernando Gomes e o meu pai, António Ferreira.

Eu, Gonçalo Ferreira


Canários de Cor

Os canários de cor dividem-se em dois grandes grupos: os Lipocrómicos e os Melânicos, que por sua vez se dividem em outros.


Raça em Estudo: O Jaspe

O Canário Jaspe continua o seu caminho de apresentação e homologação.

O Jaspe tem origem na introdução da mutação diluída do Tarin de Magellan (Carduellis malleganica) no património genético do canário.

Esta mutação corresponde ao pastel, mas com dois níveis de acção que podem se acumular: simples ou dupla diluição e uma modalidade de hereditariedade diferente do pastel habitual.

Criação na Espanha por José Abellan, no final do século 20, início do século 21.



Os Psitacideos

Os chamados “Bicos Curvos” são efectivamente, Psittaciformes.

Psittaciformes é uma Ordem de aves que inclui 360 espécies classificadas nos 80 géneros da família Psittacidae.

O grupo inclui aves muito populares e conhecidas tais como: papagaios, periquitos, araras, maracanãs, tuins, jandaias, caturritas, apuins, cacatuas.

Caracterizam-se de forma geral, pelo bico encurvado, com a mandíbula superior recurvada sobre a inferior.

A forma de bico é uma adaptação à alimentação destas espécies, à base de sementes e frutos.

Estas aves são normalmente muito coloridas e algumas espécies são capazes de aprender a reproduzir sons de fala humana.

Algumas espécies, nomeadamente as cacatuas, possuem uma crista móvel.



Os Agapornis, também conhecidos com aves do amor, na natureza voam sempre aos pares e após o acasalamento, o casal raramente se separa, permanecendo unidos até morrerem.

Estas coloridas e barulhentas aves, são uma atracão para muitos criadores, que tem os Agapornis como aves predilectas de criação e exposição.

Oito nas nove espécies de Agapornis podem ser encontradas na África continental, sendo a outra originária de Madagascar (Agapornis canus. A. roseicollis ).

As espécies de Agapornis são:
Inseparável-de-cabeça-cinzenta, Agapornis canus
Inseparável-de-cara-vermelha, Agapornis pullarius
Inseparável-de-asa-preta, Agapornis taranta
Agapornis swinderniana
Inseparável-de-faces-rosadas, Agapornis roseicollis
Agapornis fischeri
Inseparável-mascarado, Agapornis personatus
Inseparável-de-niassa, Agapornis lilianae
Inseparável-de-faces-pretas, Agapornis nigrigeni


O Periquito Ondulado é uma das aves com mais presença nas nossas casas.

Criado em cativeiro há mais de um século, é em Portugal criado por muitos, existindo uma variedade enorme de mutações.

É infelizmente raro encontra-los em exposições.

Sinto serem um parente pobre nos "bicos curvos", onde erradamente são relegados para planos secundários.

Entram facilmente no circuito comercial e de tão comuns que são, tornam-se desvalorizados.

Que num futuro breve, estas aves possam adquirir um espaço com maior destaque na Ornitologia Nacional, que os seus criadores solicitem anilhas e conheçam o Standard, aventurando-se por fim nas exposições.


As Gaiolas de exposição dos “bicos curvos” são genericamente iguais ás de cartão para as demais espécies e raças.

No entanto, o revestimento em metal é exclusivamente para “combater” os poderosos bicos destas aves, que doutra forma, em horas voariam pelas exposições perfurando as suas gaiolas com facilidade.


O Miguel com o seu papagaio Ecletus - Campeão do Mundo 2010. O Miguel cria em conjunto com o irmão João há muitos anos psitacideos, e este foi sem dúvida um prémio merecido para ambos. Dois bons amigos.


Canários de Porte

Esta parte da exposição tem sempre tons de diferença significativa com o resto do Campeonato.

São as diferentes posturas e formas dos canários, são as gaiolas de exposição com formas diferentes, são o preto predominante das grades salteado de amarelos e verdes das penas das aves.

É diferente sem dúvida, igualmente digno de se apreciar.

Em porte mais um amigo que conquistou medalhas, na Raça Espanhola, o Caldeira.


O Gloster Fancy

O Gloster Fancy é um canário de porte que tantos tem conquistado, como nos conquistou há já 3 anos. (particularmente a mim, pois o meu pai sempre foi um apaixonado).

É um mundo à parte nos canários, um Mundo Belo!

A forma como esta ave interage com o criador, com o visitante nas exposições é avassaladora.

A forma como são expostos, nas suas gaiolas de fundo verde e exterior preto contagiam e não deixam ninguém indiferente.

A forma organizada com as classes estão constituídas permitindo apreciar devidamente o canário na sua multiplicidade.

O Gloster Fancy, para além de ser uma das raças que criamos, é também uma forma bonita de estar na ornitologia, nem melhor nem pior que qualquer outra, mas certamente diferente.

Foram muitos os amigos e colegas portugueses a alcançar prémios neste Mundial, como o Vítor, o Augusto, o Patrick, o Cláudio, o Gião, o Talaia, o Alves, o Oliveira, etc,… ( não sei se me esqueci de alguém…), e como é importante para todos os que promovem o Gloster Fancy em Portugal, que criadores portugueses alcancem prémios de relevo.

Esta é foi uma forma bonita de dizer presente e de conseguirmos ser tão bons como os melhores!


O Canário Arlequim Português

Este Campeonato Mundial teve vários pontos de interesse para os Portugueses.

Entre outros, realizou-se em Portugal, tivemos a oportunidade de observar raças em estudo como o Jaspe, apreciamos pela primeira vez Fauna e Híbridos em Portugal, e foi alcançada a Aprovação com a 3ª homologação consecutiva da Raça de Canários de Porte portuguesa, o Arlequim Português.

Foram dias para se festejar, para lembrar o de bom, o de melhor, para celebrar a Excelência com a chegada de mais uma Raça de Canários à Ornitologia Mundial.

Decorreram 13 anos desde a sua primeira Apresentação Nacional em 1997 e 9 anos desde a sua primeira Apresentação Internacional, curiosamente no mesmo País (Portugal) onde foi Homologado.

Curiosidade também, por ser uma raça portuguesa e poder atingir a sua expressão máxima igualmente no país de origem.

Assim, no dia 18 de Janeiro de 2010, chegou a tão aguardada 3ª aprovação consecutiva e com ela a homologação da Raça.

Partilhamos algumas imagens do Arlequim Português.



Estes dois Arlequim Português Par, foram as nossas duas aves que representaram o Arlequim Português no Campeonato Mundial 2010, sendo que, a primeira ( 93 Pontos na 4ª Exposção CCAP 09 / Portas do Minho ) fez parte das 12 que foram presentes aos juízes e conseguiram a 3ª e última homologação.


Num momento de tertúlia sobre o Arlequim Português. Da esquerda para a direita: António Ferreira ( meu pai ), Rui Godinho, Rui Silva, Nuno Figueiredo, Dário Oliveira, Carlos Franqueira e eu, Gonçalo Ferreira.


Fauna Silvestre, Exóticos e Hibrídos


Fauna é o termo colectivo para designar a vida animal de uma determinada região ou período de tempo.

Fauna, foi também um dos pontos altos deste Campeonato Mundial.

Com a alteração que ocorreu na Lei em 2009, foi possível ver pela primeira vez muitas espécies que estavam proibidas em cativeiro, estarem presentes em exposição.

Com estas, igualmente outras resultante de cruzamentos em aves domesticas e silvestres, os híbridos.

Para nós, portugueses, foram novas portas e horizontes que se abriram na ornitologia.

Terá sido somente o primeiro passo, para um dia almejarmos alcançar aquilo que outros, como os nossos vizinhos espanhóis, têm há muito.

As possibilidades são imensas, desde as variedades aos potenciais cruzamentos entre espécies e as maravilhas que daí podem resultar.

Foi igualmente, uma oportunidade de observar as aves exóticas, os seus sons e cores entre outros.



O Pedro Alexandre, um amigo e também criador de Canários. Foi um dia na companhia de vários amigos, e entre conversas e projetos observamos as aves expostas.




A Feira de Aves


A Feira de Aves é um espaço procurado e apetecido em eventos desta dimensão.

Alguns dos Expositores são presença assídua nos Mundiais e outros certames de renome, onde é sempre esperada qualidade.

Para muitos, esta foi uma oportunidade única de contatar com esta realidade e efetuar algumas compras.

É sempre interessante observar, comparar e aprender também.

É muito curiosa a forma profissional como se apresentam, num espaço individual onde os Stands convidam à distancia a uma visita.

Puro Markting!

Aqui, temos muito para evoluir e a apreender.

Afinal, "os olhos também comem"...




O meu Pai e o Nuno Figueiredo, um amigo e também criador. Como diz o Nuno, Fantástica que era a história que motivava os sorrisos.



A organização dos Expositores foi uma constante, com as aves devidamente divididas e de fácil observação.

Como diz o ditado " olhos também comem", aqui não era diferente e a vontade era enorme..., mas como diz outro "Nem tudo o que luz é Ouro", e era necessário a devida atenção, atenção à carteira e à qualidade das aves, senão "era gato por lebre" como no adágio popular.

As aves devidamente enjauladas, as luzes que sobre elas incidia provocando o seu movimento e agilidade, eram inimigas do olhar.

Pedia-se calma, sensatez, discernimento nas aquisições, para que no final, pudesse efetivamente ser uma mais valia e valor acrescentado ao plantel de cada um.


O meu pai e eu.


O Zé ( um amigo de escola do 5º e 6 º ano e que perdi o contato, e através das aves recuperei muitos anos mais tarde ) e o Nuno.

A Recolha


O Final de um grande Campeonato Mundial de Ornitologia, onde junto da entrada para o pavilhão eram muitos, tal como eu, os que aguardavam a chamada para efetuar a recolha das suas aves.





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