CAMPEÃO NACIONAL de Arlequim Português

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dezembro 26, 2009

Factor Vermelho

"A história do canário vermelho é cheia de episódios e tentativas que remontam há quase um século.

Têm-se notícias que as primeiras experiências datam de 1895.

Porém, temos como pioneiro da canaricultura vermelha o alemão Bruno Materns, com a introdução do Tarim da Venezuela, por volta do ano de 1914.

Ainda fazendo parte do principal grupo temos Dunker, Heniger, Balsen e Dhams.

TEORIAS SOBRE O FATOR VERMELHO

Há duas teorias que explicam a assimilação do fator vermelho: uma química e outra genética.

QUÍMICA

No protoplasma da célula do canário encontram-se certos corpúsculos coloráveis do amarelo ao vermelho.

Esta origem vem desde o canário ancestral.

Porém, o canário não possui o catalisador que possibilita o metabolismo acelerar a reação bioquímica destes corpúsculos.

O catalisador para o vermelho não é o mesmo para o amarelo.

A plumagem sempre foi de lipocromo amarelo, até que ocorreu a mutação que inibiu esta cor no manto, dando origem ao canário branco, mas até hoje não surgiu mutação para o vermelho, embora saibamos que hajam dois pigmentos lipocromicos:

FATOR VERMELHO

Como foi introduzido este catalisador no canário?

Pelo Tarim Vermelho da Venezuela (spinus cuculatos)

O factor para o vermelho é livre e se comporta de forma independente de outros factores.

GENÉTICA

A teoria genética quer demonstrar que o processo de transmissão do factor vermelho para o canário teve origem na propriedade que o Tarim tem de transferir, ao híbrido de primeira geração, um gameta com o gen que contém o factor vermelho, dando origem a um híbrido heterozigoto para o caráter considerado, ou seja, um gameta com o gen para o fator vermelho herdado do Tarim e outro gameta herdado da Canária, sem o factor vermelho.

Na verdade, nem uma nem outra teoria pode ser comprovada na prática, nem a que é baseada exclusivamente nos princípios genéticos e muito menos aquela que atribui à questão um princípio puramente químico.

Há certos fatores que um indivíduo quando o recebe não perde mais, a não ser por um processo de mutação.

Neste caso encontramos os biocatalizadores.

Por este motivo é que a união das duas teorias muito provavelmente deve ocorrer.

O Tarim transmite o catalisador que faz acelerar o processo para colorir a plumagem do canário, em cuja célula já se encontra o pigmento vermelho.

Não fora isto, os canários hoje em dia mais afastados, gerações várias da linha direta do Tarim não teriam mais a capacidade de absorção do carotenóide vermelho que se lhes administram.

Podemos observar ainda, que mesmo uma descendência direta se não ajudamos com substâncias que contenham cantaxantina a progênie carece de uma cor vermelha pronunciada.

Há, nas células dos animais, certas enzimas cuja função é acelerar a reação bioquímica.

Sua ausência impediria esta reação ou esta se processaria de forma extremamente lenta.

A estrutura química das enzimas é de natureza extraordinariamente complexa.

Há certos pássaros que possuem a capacidade de sintetizar os pigmentos, não só vermelhos como também amarelos.

O Tarim é um caso destes.

Há porém uma infinidade deles."

Amadeo Sigismondi Filho
Juiz COM HS-OBJO
Revista AVO Junho 200
Arquivo Editado em 10 Jan 2004

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